Olha pra cá, pra bem perto de mim.
Olhe no fundo dos meus olhos e se veja;
E ao se ver talvez perceba o que significa aos meus olhos.
Olha de lado e veja que sou todo errado.
Mas, olha atento e veja o quanto quero estar ao seu lado por mais um bocado.
Eu olho e me sinto inundado - minha mão tremula com medo de fazer algo de errado -
Um olhar pra lá de arranhado, mas, que ao olhar você me olhando até parece sensato; exato.
Pode me olhar assustado; precisando esperarei ao seu lado.
Pode me olhar desconfiado; lhe mostrarei minha certeza que essa é a escolha mais que acertada.
Pode não querer ser visto; fecharei meus olhos até você se sentir confortável pra voltar pra um abraço.
Olhe o quanto quiser, e te garanto que jamais ficará entediado;
Olharei pro lado errado, se necessário, só pra te ver dançando engraçado.
Se meu olho está fechado, nem assim cego me ao seus lábios: eles sozinhos acalmam toda e qualquer insegurança pensável.
Olhe de cima pra baixo e veja que não sou nada demais.
Olhe de baixo pra cima e veja que sou demais e mais nada.
Olhe o meu peito batendo acelerado, querendo fazer algo pra não te ver não querendo mais me ter ao seu lado.
O futuro não pode se enxergado. Mas, por mais algumas semanas, ao menos, podemos tentar manter o embalo, afinal tá gostoso, tá tranquilo, tá favorável.
Tente não me olhar menos gostado; afinal ainda sou o mesmo jovem ousado do passado.
Medroso, mas disposto a tentar dar certo como seu namorado.
Hoje, você deve estar machucado; queria eu que houvesse insulina capaz de desfazer o passado.
Mas, como não há , espero que olhe meus olhos e perceba que valho a pena ser mais um pouco olhado.
Se decidir seguir sem olhar mais pra cá, continuarei te vendo com o mesmo olhar encantado, afinal lembrarei sempre do quanto gostei do tempo ao seu lado.
Poema editado - impessoal
Photo by Brooke Didonato
Áudio 00 - Versão teste

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