Ao fechar os olhos, imagens quaisquer tomam meu sossegar.
Enquanto o mundo sonha, estou preso ao mais sombrio passar.
Não existe sequer um feixe de luz,
nem um resquício de sorrisos,
ou um prelúdio qualquer do amor.
nem um resquício de sorrisos,
ou um prelúdio qualquer do amor.
A dor é visível; transformada de um mero conceito, pra uma forma física complexa e estranhamente sedutora.
Ela brinca com minhas neuroses e arrepia qualquer pelo que veja pela frente.
Sinto-a deslizar seus dedos por entre euforias e mutacionar-nas em finais dos mais genéricos possíveis.
Amores não são mais o bastante, não os são o suficiente, não são nem ao menos reais: banais.
A sorte foge de mim e se esbarra em qualquer outro pedaço de vida, afinal nem vivo mais estou:
a morte se faz presente no meu semblante vazio e na minha dor infernal.
Tento gritar, mas qualquer melodia também se esvaiu de mim.
Tento... até parar de tentar e , imóvel, simplesmente aceitar o nada a me espreitar.
De súbito, acordo e me liberto dessa cadeia onírica com que minha mente teima em me presentear...
A dor passa, os amores voltam e a vida me preenche; mas mesmo assim, o vazio parece continuar todo por lá.
Wilian Junior
