Antes de mais nada queria reiterar uma coisa que acho que já berrei infinitas vezes pra todos que me conhecem: a madrugada é o momento mais assustadoramente incrível do dia.
- A agonia que me paralisa e leva qualquer vontade de dormir embora é a mesma que me faz estar mais aberto a mim e a sentir um pouquinho mais o mundo -
Ney, o Wilian Junior
- Sabe aquele seu amigo que assistiu o seu seriado preferido e não somente desgostou, como o odiou; então, acho que é assim que eu me sinto em relação ao mundo de indivíduos que simplesmente apagam na cama sem se remoer com problemas dos mais bestas até aos dignos de anos de estudos acadêmicos [ não que eu seja orgulhoso disso, de maneira alguma, ás vezes até "num quero", mas nunca entenderei toda essa gente do sono regular] -
Últimos dias foram realmente difíceis pra mim [ por motivos que realmente demandariam mais energia e entrega do que estou disposto a dar agora...] Mas, acho que esse contexto ajuda a entender um pouco mais o texto, maybe.
- isso vindo da pessoa que faz poemas homéricos sobre amor, dor, queda e recomeço em um loop infinito e melodramático (ao menos I recognize me). -
Falando nisso, fugindo do assunto mais uma vez: reli meus poemas alguns dias atrás e alguns deles realmente ainda mexem comigo de uma forma avassaladora [ que palavra estranha e imponente essa, né? AVASSALADORA] enquanto outros eu queria jamais ter tido o trabalho de fazer [ tão auto crítica, ela ]
- e não é que alguns até que são bons; e descobri que eu reconheceria algo que escrevi de longe: tenho padrões bem definidos e péssimos vícios linguísticos - um dia quero vir a entender meu tesão literário pela palavra homérico - -
Tá, mas vamos pro que interessa.
ALERTA!
Ou melhor, pro que eu quero de fato escrever, já que de antemão aviso que nada aqui será tão interessante assim.
Começando (sendo o terceiro começo consecutivo do texto) por um desabafo sobre o que significa a febre de pessoas frenéticas respondendo as milhares de mensagens que receberam no tal do sarahah.com.
Ok! Já dá pra perceber que serei um tanto quanto tendencioso, generalista e dono da verdade no que vou escrever, mas hoje estou me dando ao luxo de tacar um little foda-se pra isso tudo. ( Devia estar escrevendo um artigo? Deveria... Mas, tô aqui escrevendo "borracha" - nova expressão aprendida, que não faz nenhum sentido, mas que gosto mesmo assim; talvez eu goste mesmo por causa de quem fala ela pra mim o tempo todo (sim; I really really like him) -
Um app que recicla um modelo já manjado e extremamente batido de anonimato descomedido e irrestrito? Hummm... Mas, até aí não temos nada de novo, não é mesmo, more?
Vivemos grande parte das nossas horas lotando os servidores da dita cuja da internet com milhares de fotos e tentativas de sermos reconhecidos por nossos pares, simulando sentimentos, melhorando-nos com filtros sobre filtros e simulando nossas ideologias.
Todavia, isso aqui não é um episódio de Black Mirror (se não viu ainda, vai lá assistir e depois volta, tá bom, querida? Tem na Netflix) e não estou disposto a fazer uma divagação do quão vazios somos e de como vivemos uma vida de aparências e blablablabla.
E nem vou entrar na discussão de como as pessoas, ao pensarem não estarem sendo vistas - ou talvez sem estarem mesmo sendo - só lembre-se que tudo isso sempre pode vir a vazar, espertões - - se tornam pessoas tão diferentes das que apresentam socialmente: agora que ninguém me vê posso flertar com o pinto alheio, me abrir para o crush que vejo todo dia ou dar em cima daquele boy que namora sério.
Haaaaaa.
Seria tão difícil assim podermos falar o que realmente pensamos e sermos quem realmente somos sem ter que precisar de uma fuleiragem dessas pra nos sentirmos mediocremente livres? (curiosidade que Google me trouxe: a palavra fuleiragem significa traição no Nordeste. Vai que um dia isso seja útil, não é mesmo? - isso se significar isso mesmo lá, afinal só Renato Russo que usava "camelo" aqui em Brasília e povo acha que é gíria local -)
- falo como se eu fosse o desconstruidão livre dessa necessidade de toda uma geração, né? Quem dera, só é fácil apontar o dedo na cara dos outros mesmo - Seria tão bom, né?
O ponto que me mais me incomodou foram as pessoas que se sentindo - ou até mesmo sendo - as web celebridades, decidiram tirar prints das mensagens que receberam e responder todas elas; comentando e dialogando com a sua "audiência". (se você fez isso, relaxa tá, meu incômodo is beyond you)
Sério! Até que ponto vai a nossa necessidade de orbitar nossa vida entorno de mensagens de pessoas aleatórias, não identificadas e muitas vezes doentias?
"Queria que me fudesse forte e me chamasse de meu macho"
"Por que não me responde e me ignora"
"Cara, você é muito escroto, sabia?"
"Amigo, você é a coisa mais linda que já vi em toda a minha vida"
"Porque não canta no meu ouvido, roça sua barba no meu cangote e diz que me ama?"
Eu poderia produzir infinitas frases como essas (baseadas em algumas que vi no instastory dos amigos) - tenho sérios debates e conflitos quanto a existência do infinito matemático ou filosófico, mas, já disse que hoje to foda-se pros detalhes , né? - E todas elas seriam igualmente despidas de real capacidade de serem interpretadas. São cascas vazias prontas para serem recheadas ao bel prazer do leitor.
São meras sentenças jogadas ao vento, sem rosto, sem contexto e sem nenhuma relevância; e as pessoas as usam pra galgar e sedimentar o quanto são queridas, amadas, veneradas e transudas.
Não sei o que é pior: celebridade de sarahah, desconhecidos fazedores de vídeos ao vivo nas redes sociais - pra não falarem NADA DE INTERESSANTE - ou colecionadores de match de tinder -
sim, tô particularmente treteiro hoje - .
Contudo, pra parar de ser a julgadora da vida alheia, melhor eu tentar descrever um pouco das epifanias pessoais que tive - aí a exposta sou eu, né? -
Todos sabemos que podemos errar e que inevitavelmente iremos fazê-lo várias vezes ao longo de nossas curtas vidas. Podemos lidar super bem com isso ou podemos nos apegar aos nossos defeitos, transforma-los naquilo que nos define - por mais que ele não chegue nem naquele 1% - e nos martirizar por isso.
Sou mestre em fazer burradas que dizem muito pouco sobre o que sou e que penso, numa tentativa inconsciente - se é que o inconsciente existe - de me encaixar na caixinha de más visões que tenho sobre a minha pessoa. -
É como se eu estivesse em frente ao Parque do Harry Potter - se você é uma das pessoas que vivem no planeta Terra, odeiam Harry Potter e tem entre 20 e 30 anos; acho bem dificil eu gostar de você e peço pra que pare de ler minhas intimidades, ok? #nãosouobrigado - e decidisse ao invés de entrar logo no parque, ficar dando uns pulos de acrobacia - que você não domina - na frente do parque, arriscando quebrar o pé e ter que ir parar na emergência de um hospital qualquer de Orlando - tão eu - isso se eu não perdesse meu passaporte antes de conseguir me fraturar. - -
Sobre esse caso hipotético, são várias as possíveis causas do meu atraso pra entrar no mundo mágico da fake Hogwarts. Pretendo falar de todos eles mais tarde, mas por hora tenho que sair e não quero deixar esse texto unfinished, afinal foram LONGAS horas escrevendo e editando ele.
Ainda vou editar mais e mais coisas, porém já vou publicar porque hoje estou hard life mode on.
E pra que eu não esqueça, quero falar ainda sobre conclusões de cunho amorosas - realmente tenho uma lista gigante de coisas pra falar sobre - , sobre um filme sensacional que vi nessa madrugada, sobre novas portas que se abrem e como lidar com elas - ou tentar, ao menos , inseguranças, sentimentos x contratos, e de várias coisas que me aconteceram no dia de hoje...
Pra não perder o costume - TO BE CONTINUED
