O tempo passa e pensamos estar crescidos...
Descobrimos que o papai noel do shopping nada mais é do que um homem qualquer de fantasia; que os únicos mamíferos que botam ovos são ornitorrincos e equidnas (#coelinhodapascoaisdead) e que nenhum homem do saco vem te pegar se fizer bagunça (por mais que um cara qualquer pode tentar te espancar na rua, mesmo você tendo sido um bom garoto a vida inteira).
Com a idade, vêm as responsabilidades e nos sentimos os “bam-bam-bans”.
Podemos decidir o que fazer da vida, dormir na casa dos amigos e depois de um tempo até dormir com os amigos (͡ ° ͜ʖ ͡ °).
Primeiro amores parecem ser os únicos; verdadeiros filmes da Disney (não os atuais e sim aqueles bem trashs mesmo, com "felizes para sempre" e todo o resto).
E no fim do namoro parece que as nossas vidas vão acabar junto com eles. Mas, continuamos vivos. Alguns demoram alguns dias, outros alguns anos, mas todo mundo supera e segue adiante. E se apaixona de novo, de novo e de novo.
(Claro que algumas pessoas desistem no caminho e acabam virando padres, outras deixam de crer no amor enquanto alguns morrem ao atravessar uma faixa de pedestre, mas a grande maioria sobrevive e segue adiante).
Pessoas surgem em nossas vidas e parecem que vão ficar nelas pra todo o sempre. "Seremos que nem em "Friends", morando juntos e casando uns com os outros..." Até que um dia nem lembramos mais delas, e temos que nos esforçar pra sequer recordar seus nomes.
O tempo vem e com ele paramos de acreditar que devemos ser perfeitos, aprendemos a aceitar aquela gordurinha aqui e acolá e descobrimos, a cada dia, um pouquinho mais de quem somos.
Hoje aprendi uma coisa a mais sobre mim.
Já faz um tempo que tive o desprazer de entender que uma galera sempre vai me odiar, por mais que eu tente ao máximo dar o meu melhor.
Descobri também, depois de muito esmurrar umas facas, que não sou um cara padrão e que não sou nada convencional.
Pra ser sincero sou bem louco até; mas quer saber de uma coisa? Eu aprendi a amar esse circo e a ver a beleza de cada um de seus palhaços. Tive que notar que meu lado barraqueiro nem sempre é ruim e que aproveitar uma "boa bad" tem lá suas vantagens.
Além disso, aprendi que vou errar e errar pra cacete. E, infelizmente, vou ferir pessoas que amo e ser machucado por elas.
É impossível viver (viver de verdade) sem que alguém, ao menos de vez enquanto, saia ferido. Contudo, hoje sei que o que importa não é o erro e nem a dor, e sim o que fazemos depois disso.
Amigos verdadeiros perdoam. E outros vezes, amigos que eram verdadeiros, o deixam de ser e nem por isso não vivemos algo incrível. Só que... passou.
Haaaaaa... A vida é tão complexa e tem dia que dá vontade de jogar tudo pra cima, mas isso nem é uma opção, né? - Ao menos que você seja um milionário dono de sua própria ilha - .
E o que eu aprendi hoje é que aquela velha história de deixar as coisas irem, realmente faz sentido. E não estou falando de um amigo, um namoro, um desafeto ou algo em específico não:
Tô falando em deixar o eu de antes e tudo aquilo que só existia nele ir embora.
E como é difícil desistir daquilo que já nem existe mais. Sei que nem ao menos faz sentido, mas "QUERIDA", isso as vezes é bastante difícil.
* pra menina que era minha amiga, mas ao descobrir que eu era gay, ficou puta, disse que me amava e me julgou pacas;
* pro ex namorado de quem eu realmente queria ser amigo, mas que é um verdadeiro babaca comigo;
* pra'quele ex amigo que nunca fora de fato seu amigo, mas que você queria TANTO que fosse;
* pra vergonha de não ter um abdômen sarado;
* pras falsianes e pras fofocas eternas que sempre vão existir sobre mim. As fofocas vão continuar, mas não preciso me importar com elas;
* pra quem era apaixonado por mim e agora acha que eu sou um monstro devorador de criancinhas;
* e pra todo mundo e tudo que não me faz bem...
Mas, pera aí. Se você for uma criança e tá indo no banheiro cortar os pulsos por achar que virar adulto é uma total merda: FAZ ISSO NÃO. Afinal, pode acabar não morrendo e ainda tendo que viver o resto da vida com sequelas... (risos).
Brincadeira a parte, crescer também tem suas virtudes, afinal no momento em que decidimos dar adeus a todas essas coisas, você dá olá pra um mundo cheio de novas hipóteses e novos vocês. QUALQUER coisa pode acontecer; e não vai me dizer que isso não é absurdamente animador!
Podemos acabar virando panicats ou virar um meme na internet.
Além do que, a magia que na adolescência era sinônimo de imaturidade se mostrou mais real do que muitas outras coisas por aí.
* eu olho no sorriso doce e estonteantemente acolhedor do Daniel;
* ou quando a Anne larga o que tá fazendo pra me acompanhar até o hospital;
* ou quando a Thais para pra me dar o mesmo conselho pela infinita vez;
* ou quando a Bárbara garante que se nada der certo, é só nos casarmos e ponto final;
* ou quando o Pedro, me trás sorvete light de madrugada;
* ou o Alexandre e o Uadson vêm me dar broncas por eu estar fazendo papel de trouxa (#trouxiane);
* ou quando o Igor e eu sambamos na cara das inimigas com cara de trakinas;
* ou eu e o Rafael ficamos conversando sobre vida após a morte (#medinhodenaoternadadepoisdamorte);
* ou quando a Nayara e eu vamos a um lugar sem álcool e super comportado pra conversarmos (quis manter a fyna e não te comprometer #bomamigo);
* ou quando recebo um abraço da Claudia, vulgo melhor mãe do mundo...
Quando tudo isso acontece, a vida se mostra mais incrível do que um bom livro do Harry Potter (É claro que se existissem dragões e varinhas ela seria mais legal ainda (BEM MAIS LEGAL), mas...).
E é no meio de um bando de bicha recalcadas, de um zilhão de falsos amigos, vilões tapados e de textão no facebook, que vivo:
Nessa grande e divertida novela mexicana chamada minha VIDA.
Foto by Jose Luis Barcia (Ganhador da segunda colocação, na categoria "pessoas" do prêmio Ippa (iPhone Photography Awards))