Mundo, doce mundo, mas não tão doce assim;
Finalmente parei com as fuleragens de sentimentos homéricos em poesias lacônicas. Parei com as dores de corno e com os prazeres da carne (#safadinho), com os "ménage a trois" e com a castidade cristã, com os sorrisos marotos e com a sofrência pabloniana.
Simplesmente parei com essa bobagem toda.
E me voltei para o que verdadeiramente importa nesse mundo viciado e viciante.
Falarei de culinária; afinal Master Chef Brasil está bombando e esse assunto realmente mexe com a vida de todo mundo. (Fica aqui a dica de que Master Chef Australia é BEM MELHOR que o do Brasil. Acredite! E aquela Ana Paula Padrão devia ficar quietinha no fundo dançando macarena ao invés de atrapalhar a bagaça toda. E me pergunto: Cadê galera fazendo manifestação na rua pra tirar ela do programa? Cadê? #achonecessario)
Seja uma criança desafortunada que sonha com um pedaço de pão velho ou um obeso magnata tentando comer mais salada ao invés do bom e velho "cordon bleu" de todo dia, todos comemos, desde bebês famintos até idosos desdentados, de vegetarianos ativistas até religiosos xiitas, de fungos decompositores até os dragões da Daenerys.
Tá bom! Nem todo mundo assim: afinal tem aqueles caras que vivem só de luz e acho que o Jack Bauer também não deve ter muito tempo pra isso nas suas poucas 24 horas de existência por temporada. Mas, dá pra entender o meu ponto.
Começemos pela infância...
Assim que nascemos, enquanto ainda somos meras máquinas de cagar, chorar, engolir e sermos fofos, já apreciamos comer.
Antes mesmo de falarmos, já esperneamos pra que nossos pais venham logo nos alimentar. E olha que as opções não são muitas. Viemos ao mundo numa realidade quase que cruel; só bebemos leite por um longo período de tempo. Não dá nem pra botar um pouco de Nescal ou Nesquik (Deixar claro que não sou contra a amamentação não, tá? Senão, daqui a pouco vai ter umas dezenas de pessoas vindo me acusar de ser contra a família tradicional e a favor do aumento da maioridade penal ;p).
Com o passar do tempo, as coisas ficam cada vez mais e mais complexas. Toda vez que vamos beber leite, temos infinitas combinações possíveis para tal. Sério, sou quase-físico e sei que deve ter umas milhares, senão milhões de possibilidades de como podemos beber nosso leite. Leite com Nescau, com Toddy, com Nesquik, com bastante Kero, com um pouco só de canela, misturado com Whey protein, leite quente, leite frio, desnatado, integral, na xícara, na caneca, direto da fonte (#querleitinho by: Lubatv)...
São tantas as combinações que me pergunto: "Como somos capazes de escolher uma forma só de beber nosso leite?"
Alguns vão escolher sua forma predileta, de modo cabalístico, e vão repetir um padrão por toda a sua vida. Outros, por sua vez, vão tentar, sempre que possível, experimentar novas combinações e sabores.
Além disso, outra complicação ainda maior surge: Quando bebes, só nos basta chorar pra que nos enfiem uma teta na boca e somos alimentados. Com o passar do tempo temos que nós mesmos pegar a caixinha na geladeira e colocar o leite na xícara e quando a caixa esvazia, temos que ir até a dispensa pegar outra. Sei que isso não parece nada muito complexo, mas se compararmos ao que tinhamos antes: "PUXA VIDA, ficou bem mais hard". Mais pra frente, temos que pagar por uma simples e deliciosa caixa de todinho e se não passarmos no supermercado, os leites da dispensa ACABAM.
Minha intenção não é causar depressão em ninguém, por isso vou seguir minha importante reflexão por outra direção.
"Dizem" que as mães francesas deixam os bebes chorarem a noite para que eles aprendam que não adianta dar "piti" pra conseguir o que querem. (Nunca tinha usado essa palavra "piti" antes, mas, acho que está grafada corretamente - ao menos achei ela escrita assim quando procurei no google). Se ao levantarmos de madrugada pra dar de mamar ao nossos filhos, estamos os mimando ou não, não sei de fato, aliás, não sei nem se essa história das francesas é verdadeira ou não afinal conheci poucos franceses (só posso dizer que eles nem fedem tanto quanto dizem por aí), porém uma coisa é fato, já começa nesse período de nossas vidas o nosso apego, às vezes menor, às vezes doentio, pela comida.
Ps:. Quero deixar claro que usei "nossos filhos" só pra criar uma empatia no texto, contudo, na minha atual realidade, não me vejo cuidando nem de um peixinho beta no meu futuro.
Por hoje, vou dormir, porque já passa de uma da manhã e ainda quero escrever um poema depois de ler um texto de um dos meus ex f.d.p. (Duas coisas importantes sobre a última frase: Sim, o plural de ex, quando esse funciona como substantivo, é "ex" mesmo e não "exes" , como eu achei que seria: Fonte: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-plural-de-o-meu-ex/30320 - segundo, sim, tenho vários ex fdp, mas nem todos os são, outro dia qualquer falo sobre isso).
Depois termino minha divagação sobre comida. E tenha certeza que depois de ler tudo o que penso sobre o assunto, sua concepção de mundo mudará drasticamente.
Boa noite.
