Pesado?
Talvez.
Mas, infelizmente não tive escolha.
Nunca acreditei direito em superstições, mas sempre as temi:
nem por decreto deixo a chinela virada.
Minha maldição?
Faço com que as pessoas se apaixonem loucamente, seja carnal ou só como algum amigo deveras especial, por mim.
Me conhecem e as pessoas se vêem anestesiadas pelo meu jeito peculiar de ser e ver o mundo.
Elas se perdem em meio às minhas caras engraçadas e meus conselhos aparentemente amadurecidos.
Me amam, me acolhem, me aquecem, fazem com que eu me sinta a pessoa mais especial que já existiu nesse mundo.
Juras são feitas em nome da eternidade: um amor que nunca acabará;
uma amizade que durará para sempre .
E eu me encanto, me entrego e me vejo acreditando nesse fuor outra vez.
Não atraio pessoas ditas perfeitas;
me junto ao quebrado, ao desvinculado, ao perdido e ao virado.
Aprendo a amar cada um de seus defeitos e a ver beleza em cada andar mal planejado.
Amigos pra sempre...
Até que se vão...
Tudo em vão.
De noite, busco uma piada jogada, mas não há absolutamente nada.
Primeiro meu pai que tanto me amava, sumiu.
Nunca mais o vi.
Fiquei órfão de gente viva.
Doeu tão forte logo de cara; como o peito de uma mera criança pode aguentar tamanho vazio?
Depois tantos os outros morreram, tão rápido que nem percebi o instante da partida.
Um átimo.
Amores que conheci tão longe de casa e que não pude trazer quando retornei.
Ficaram pra trás,
Me deixaram pra trás:
Eu só queria paz.
Amizades de filme, costurados por anos a fio.
Até que um mero mal entendido a desfaz.
Simplesmente se vai...
Amiga temente a Deus, amantes descrente deles.
Todos distantes; sem nem ao menos um bom dia anual: um aceno de cabeça ou um mero abraço casual.
(To be Continue ( um dia desses, quando eu tiver disposto a terminar de escrever...)
Photo Falling by Amir Elshamy
