domingo, 27 de março de 2016

“bam-bam-bans"

O tempo passa e pensamos estar crescidos...
Descobrimos que o papai noel do shopping nada mais é do que um homem qualquer de fantasia; que os únicos mamíferos que botam ovos são ornitorrincos e equidnas (#coelinhodapascoaisdead) e que nenhum homem do saco vem te pegar se fizer bagunça (por mais que um cara qualquer pode tentar te espancar na rua, mesmo você tendo sido um bom garoto a vida inteira).
Com a idade, vêm as responsabilidades e nos sentimos os “bam-bam-bans”.
Podemos decidir o que fazer da vida, dormir na casa dos amigos e depois de um tempo até dormir com os amigos (͡ ° ͜ʖ ͡ °).
Primeiro amores parecem ser os únicos; verdadeiros filmes da Disney (não os atuais e sim aqueles bem trashs mesmo, com "felizes para sempre" e todo o resto).
E no fim do namoro parece que as nossas vidas vão acabar junto com eles. Mas, continuamos vivos. Alguns demoram alguns dias, outros alguns anos, mas todo mundo supera e segue adiante. E se apaixona de novo, de novo e de novo.
(Claro que algumas pessoas desistem no caminho e acabam virando padres, outras deixam de crer no amor enquanto alguns morrem ao atravessar uma faixa de pedestre, mas a grande maioria sobrevive e segue adiante).
Pessoas surgem em nossas vidas e parecem que vão ficar nelas pra todo o sempre. "Seremos que nem em "Friends", morando juntos e casando uns com os outros..." Até que um dia nem lembramos mais delas, e temos que nos esforçar pra sequer recordar seus nomes.
O tempo vem e com ele paramos de acreditar que devemos ser perfeitos, aprendemos a aceitar aquela gordurinha aqui e acolá e descobrimos, a cada dia, um pouquinho mais de quem somos.
Hoje aprendi uma coisa a mais sobre mim.
Já faz um tempo que tive o desprazer de entender que uma galera sempre vai me odiar, por mais que eu tente ao máximo dar o meu melhor.
Descobri também, depois de muito esmurrar umas facas, que não sou um cara padrão e que não sou nada convencional.
Pra ser sincero sou bem louco até; mas quer saber de uma coisa? Eu aprendi a amar esse circo e a ver a beleza de cada um de seus palhaços. Tive que notar que meu lado barraqueiro nem sempre é ruim e que aproveitar uma "boa bad" tem lá suas vantagens.
Além disso, aprendi que vou errar e errar pra cacete. E, infelizmente, vou ferir pessoas que amo e ser machucado por elas.
É impossível viver (viver de verdade) sem que alguém, ao menos de vez enquanto, saia ferido. Contudo, hoje sei que o que importa não é o erro e nem a dor, e sim o que fazemos depois disso.
Amigos verdadeiros perdoam. E outros vezes, amigos que eram verdadeiros, o deixam de ser e nem por isso não vivemos algo incrível. Só que... passou.
Haaaaaa... A vida é tão complexa e tem dia que dá vontade de jogar tudo pra cima, mas isso nem é uma opção, né? - Ao menos que você seja um milionário dono de sua própria ilha - .
E o que eu aprendi hoje é que aquela velha história de deixar as coisas irem, realmente faz sentido. E não estou falando de um amigo, um namoro, um desafeto ou algo em específico não:
Tô falando em deixar o eu de antes e tudo aquilo que só existia nele ir embora.
E como é difícil desistir daquilo que já nem existe mais. Sei que nem ao menos faz sentido, mas "QUERIDA", isso as vezes é bastante difícil.
Porém, boa viagem:
* pra menina que era minha amiga, mas ao descobrir que eu era gay, ficou puta, disse que me amava e me julgou pacas;
* pro ex namorado de quem eu realmente queria ser amigo, mas que é um verdadeiro babaca comigo;
* pra'quele ex amigo que nunca fora de fato seu amigo, mas que você queria TANTO que fosse;
* pra vergonha de não ter um abdômen sarado;
* pras falsianes e pras fofocas eternas que sempre vão existir sobre mim. As fofocas vão continuar, mas não preciso me importar com elas;
* pra quem era apaixonado por mim e agora acha que eu sou um monstro devorador de criancinhas;
* e pra todo mundo e tudo que não me faz bem...
Mas, pera aí. Se você for uma criança e tá indo no banheiro cortar os pulsos por achar que virar adulto é uma total merda: FAZ ISSO NÃO. Afinal, pode acabar não morrendo e ainda tendo que viver o resto da vida com sequelas... (risos).
Brincadeira a parte, crescer também tem suas virtudes, afinal no momento em que decidimos dar adeus a todas essas coisas, você dá olá pra um mundo cheio de novas hipóteses e novos vocês. QUALQUER coisa pode acontecer; e não vai me dizer que isso não é absurdamente animador!
Podemos acabar virando panicats ou virar um meme na internet.
Além do que, a magia que na adolescência era sinônimo de imaturidade se mostrou mais real do que muitas outras coisas por aí.
E toda vez que:
* eu olho no sorriso doce e estonteantemente acolhedor do Daniel;
* ou quando a Anne larga o que tá fazendo pra me acompanhar até o hospital;
* ou quando a Thais para pra me dar o mesmo conselho pela infinita vez;
* ou quando a Bárbara garante que se nada der certo, é só nos casarmos e ponto final;
* ou quando o Pedro, me trás sorvete light de madrugada;
* ou o Alexandre e o Uadson vêm me dar broncas por eu estar fazendo papel de trouxa (#trouxiane);
* ou quando o Igor e eu sambamos na cara das inimigas com cara de trakinas;
* ou eu e o Rafael ficamos conversando sobre vida após a morte (#medinhodenaoternadadepoisdamorte);
* ou quando a Nayara e eu vamos a um lugar sem álcool e super comportado pra conversarmos (quis manter a fyna e não te comprometer #bomamigo);
* ou quando recebo um abraço da Claudia, vulgo melhor mãe do mundo...
Quando tudo isso acontece, a vida se mostra mais incrível do que um bom livro do Harry Potter (É claro que se existissem dragões e varinhas ela seria mais legal ainda (BEM MAIS LEGAL), mas...).
E é no meio de um bando de bicha recalcadas, de um zilhão de falsos amigos, vilões tapados e de textão no facebook, que vivo:
Nessa grande e divertida novela mexicana chamada minha VIDA.
Foto by Jose Luis Barcia (Ganhador da segunda colocação, na categoria "pessoas" do prêmio Ippa (iPhone Photography Awards))

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

.segredos

Ao fechar os olhos, imagens quaisquer tomam meu sossegar.

Enquanto o mundo sonha, estou preso ao mais sombrio passar.

Não existe sequer um feixe de luz,
nem um resquício de sorrisos,
ou um prelúdio qualquer do amor.

A dor é visível; transformada de um mero conceito, pra uma forma física complexa e estranhamente sedutora.

Ela brinca com minhas neuroses e arrepia qualquer pelo que veja pela frente.

Sinto-a deslizar seus dedos por entre euforias e mutacionar-nas em finais dos mais genéricos possíveis.

Amores não são mais o bastante, não os são o suficiente, não são nem ao menos reais: banais.

A sorte foge de mim e se esbarra em qualquer outro pedaço de vida, afinal nem vivo mais estou:
a morte se faz presente no meu semblante vazio e na minha dor infernal.

Tento gritar, mas qualquer melodia também se esvaiu de mim.
Tento... até parar de tentar e , imóvel, simplesmente aceitar o nada a me espreitar.

De súbito, acordo e me liberto dessa cadeia onírica com que minha mente teima em me presentear...

A dor passa, os amores voltam e a vida me preenche; mas mesmo assim, o vazio parece continuar todo por lá.

Wilian Junior


domingo, 30 de agosto de 2015

Just saying - Comida (I)

Mundo, doce mundo, mas não tão doce assim;

Finalmente parei com as fuleragens de sentimentos homéricos em poesias lacônicas. Parei com as dores de corno e com os prazeres da carne (#safadinho), com os "ménage a trois" e com a castidade cristã, com os sorrisos marotos e com a sofrência pabloniana.

Simplesmente parei com essa bobagem toda.

E me voltei para o que verdadeiramente importa nesse mundo viciado e viciante.

Falarei de culinária; afinal Master Chef Brasil está bombando e esse assunto realmente mexe com a vida de todo mundo. (Fica aqui a dica de que Master Chef Australia é BEM MELHOR que o do Brasil. Acredite! E aquela Ana Paula Padrão devia ficar quietinha no fundo dançando macarena ao invés de atrapalhar a bagaça toda. E me pergunto: Cadê galera fazendo manifestação na rua pra tirar ela do programa? Cadê? #achonecessario)

Seja uma criança desafortunada que sonha com um pedaço de pão velho ou um obeso magnata tentando comer mais salada ao invés do bom e velho "cordon bleu" de todo dia, todos comemos, desde bebês famintos até idosos desdentados, de vegetarianos ativistas até religiosos xiitas, de fungos decompositores até os dragões da Daenerys.

Tá bom! Nem todo mundo assim: afinal tem aqueles caras que vivem só de luz e acho que o Jack Bauer também não deve ter muito tempo pra isso nas suas poucas 24 horas de existência por temporada. Mas, dá pra entender o meu ponto.

Começemos pela infância...

Assim que nascemos, enquanto ainda somos meras máquinas de cagar, chorar, engolir e sermos fofos, já apreciamos comer.

Antes mesmo de falarmos, já esperneamos pra que nossos pais venham logo nos alimentar. E olha que as opções não são muitas. Viemos ao mundo numa realidade quase que cruel; só bebemos leite por um longo período de tempo. Não dá nem pra botar um pouco de Nescal ou Nesquik (Deixar claro que não sou contra a amamentação não, tá? Senão, daqui a pouco vai ter umas dezenas de pessoas vindo me acusar de ser contra a família tradicional e a favor do aumento da maioridade penal ;p).

Com o passar do tempo, as coisas ficam cada vez mais e mais complexas. Toda vez que vamos beber leite, temos infinitas combinações possíveis para tal. Sério, sou quase-físico e sei que deve ter umas milhares, senão milhões de possibilidades de como podemos beber nosso leite. Leite com Nescau, com Toddy, com Nesquik, com bastante Kero, com um pouco só de canela, misturado com Whey protein, leite quente, leite frio, desnatado, integral, na xícara, na caneca, direto da fonte (#querleitinho by: Lubatv)...

São tantas as combinações que me pergunto: "Como somos capazes de escolher uma forma só de beber nosso leite?"

Alguns vão escolher sua forma predileta, de modo cabalístico, e vão repetir um padrão por toda a sua vida. Outros, por sua vez, vão tentar, sempre que possível, experimentar novas combinações e sabores.

Além disso, outra complicação ainda maior surge: Quando bebes, só nos basta chorar pra que nos enfiem uma teta na boca e somos alimentados. Com o passar do tempo temos que nós mesmos pegar a caixinha na geladeira e colocar o leite na xícara e quando a caixa esvazia, temos que ir até a dispensa pegar outra. Sei que isso não parece nada muito complexo, mas se compararmos ao que tinhamos antes: "PUXA VIDA, ficou bem mais hard". Mais pra frente, temos que pagar por uma simples e deliciosa caixa de todinho e se não passarmos no supermercado, os leites da dispensa ACABAM.

Minha intenção não é causar depressão em ninguém, por isso vou seguir minha importante reflexão por outra direção.

"Dizem" que as mães francesas deixam os bebes chorarem a noite para que eles aprendam que não adianta dar "piti" pra conseguir o que querem. (Nunca tinha usado essa palavra "piti" antes, mas, acho que está grafada corretamente - ao menos achei ela escrita assim quando procurei no google). Se ao levantarmos de madrugada pra dar de mamar ao nossos filhos, estamos os mimando ou não, não sei de fato, aliás, não sei nem se essa história das francesas é verdadeira ou não afinal conheci poucos franceses (só posso dizer que eles nem fedem tanto quanto dizem por aí), porém uma coisa é fato, já começa nesse período de nossas vidas o nosso apego, às vezes menor, às vezes doentio, pela comida.

Ps:. Quero deixar claro que usei "nossos filhos" só pra criar uma empatia no texto, contudo, na minha atual realidade, não me vejo cuidando nem de um peixinho beta no meu futuro.

Por hoje, vou dormir, porque já passa de uma da manhã e ainda quero escrever um poema depois de ler um texto de um dos meus ex f.d.p. (Duas coisas importantes sobre a última frase: Sim, o plural de ex, quando esse funciona como substantivo, é "ex" mesmo e não "exes" , como eu achei que seria: Fonte: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/o-plural-de-o-meu-ex/30320 -  segundo, sim, tenho vários ex fdp, mas nem todos os são, outro dia qualquer falo sobre isso).

Depois termino minha divagação sobre comida. E tenha certeza que depois de ler tudo o que penso sobre o assunto, sua concepção de mundo mudará drasticamente.

Boa noite.







sexta-feira, 3 de julho de 2015

2015 (Parte 01)

Acordei; e quando olhei no espelho eu não me via mais.
Só via o seu reflexo gritando em minha tez.

Comecei minha jornada como um mero aprendiz do mundo.
Na inocência, me joguei dos mais altos penhascos e cai, julgando-me voar.

A cada segundo minha pele endurecia e meu peito se tornava mais massa que movimento.
Eu morria tentando salvar um mundo do qual eu nem ao menos pertencia.
Minha voz ecoava somente em minha mente, enquanto os outros  desprezavam toda a minha agonia.

Eu era um paladino de verdades mortas e sentimentos pífeos.
O amor era o meu sentido e doei cada gota da minha sanidade tentando fazê-lo pulsar na alma dos incrêdulos.

Mas, por dentro, eu era oco.
Sentia o vazio que preenchia toda a vastidão de mim.
Minhas asas então, ruflaram de par em par e cai bem perto da lua do mar.

A loucura virara minha única amante e os pesadelos meus únicos ouvintes.
"Saia de perto" : Senão corroerei seus vislumbres e te devorarei nas sombras.

Agora eu era você; porém uma versão mais você do que sua mediocriadade parnasiana jamais te permitiria ser.
Me vi jogado à traças que não tinham dó de minhas lágrimas ou pesares da minha morte.

Não nego que me diverti sendo você.
Vendo o meu redor girar e minha garganta rir de qualquer zunir eloquente.
Sentindo-me o rei do mundo, quase um Deus rodeado de vassalos e objetos que eu usava como entretenimento.

O mundo era simples e as verdades prazeres.
O toque não precisava de razão, somente de uma emoção qualquer.

Mas, como sempre, cometi o erro de voltar a ser eu...

(To be continued)

Wilian Junior

segunda-feira, 29 de junho de 2015

.caminho

foi ontem que te conheci.

vi no seu olho uma chama quase mágica que me chamava ...
sabia meu nome, gostos, pânicos e algazarras.

vi em ti minha felicidade, meu sorriso, meu eterno inquietamento acolhedor; um sonho que de tão perto era de fato tentador.

ponderei por menos que um milésimo e como um louco eu te segui.

eu Fui.
entre escombros e ladeiras eu Persisti, Cai e Sobrevivi.

por um momento eu tinha tudo e depois disso te vi Partir.

acordei tendo seu gosto nos meus lábios e fui deitar-me com um vazio dilacerante em meu peito: Sofri.

mas, hoje já Pereci.
me Rasquei, Travei, Trassei e me Reassumi.

percebi que a DOR é tão bela quanto o próprio AMOR e que ela pode ser a nossa maior aliada, nosso verdadeiro ardor.

Dela podemos ser livres.
E com ela podemos ser incríveis.

- poder chorar é tão bom quanto saber sorrir -

em seu sorriso hoje sinto o voar de mim mesmo...
em meus pensamentos vejo todos os futuros e me delicio com cada um deles...

em mim, me perco, me jogo e me retumbo.

Ontem, fui seu.
Hoje sou meu.
E amanhã?

Pretendo ser de um mundo inteiro.

Wilian Jr.


domingo, 12 de abril de 2015

Will von Trier


Parte 1'0: Ele

Mesmo que todo o cosmo pare agora e tente;
Nunca será possível criar um ser com sorriso tão belo: etéreo.
Uma distância inerente perpassa seu corpo e desprende em sua voz nada latente.
Arrepia-se no afeto, engrande-se no afago e encanta no ato: desacato.
Uma fragilidade infantil respalda-se numa virilidade quase vil: febril.
Um cérebro pulsante que em face ao mundo convive no mais tênue deslumbre: incólume.
Com o dom do sentir e de se fazer sentido; pelo abraço conseguiria dominar o mundo, qualquer esse que fosse: doce.
Sua pele exala o conforto que muitos buscam em batalhas homéricas; pelo olhar claro e profundo; domina: turbina.
O real não o preenche, mas o virtual o compreende, o entende : o pertence.
Descalço, nutrido, desnudo: vedado, atado, comtemplado.

Ps:. Gosta de laranjas


Parte 2'0: Eu

Em meio ao laço, transpasso.
Em meio à busca, desfaço.
Em meio à mim, cansaço.
Em meio ao nada, cabaço.
Em meio ao inóspito: devasso.

Ps:. Prefere mexericas.


Parte 3'0: Desfexo

Em nada no seu mundo sou real; um mero qualquer num mundo mental.
Sem dor ou sentires, medo ou receio, balanço ou descanso: avanço, mas não ando.
Em três, quatro ou dez dias, ou meses ou horas, a figura irá se dissolver de seus faróis e as palavras se dissolverão de seus anzóis.
Já consumado, pensado, visado, tocado: trocado.
O suor no beco se seca, o toque em outro se busca, o conforto se esquece; em espécie.
Em uma busca infinita que nem ele conhece; se perde, e se acha, e morre, renasce, volta, revoga, encontra, desanda...
Já não creio em histórias melosas, romantismo ou empirísmo: a vida é um jogo e nela ele é o espaço enquanto tantos outros são meros jogadores do acaso.
Se a mim fosse concedido o tempo, levaria ele pro outro lado do mundo e o faria meu eterno alado. Mostraria a ele o outro lado e o convenceria de que tudo pode ser encantado.
Afagado pra sempre em minhas mãos, já tão calejadas, ele simplesmente o seria: viveria.

Obrigado por me ensinar a jogar esse jogo mais complexo que o próprio mar,
Obrigado por me fazer pensar, sentir e me colocar nesse outro lugar,
Obrigado por me ter feito deslumbrar e te encontrar...

Obrigado.

sábado, 21 de março de 2015

"Lágrima"

"Do peito broto e não mais nos olhos esmaeço."

As visceras se rompem e conseguem derreter meus sentidos.

"Minha fluidez transpassa e solidifica-se no mais fundo d'alma."

Algo está preso em jaulas que desconheço em mim; sinto o cimentar preencher meu respirar.

"Me debato e cristalizo-me ferindo qualquer singelo vazio que encontro."

Me inflo em pesares e me desnorteio em meio a um fuzilamento nobre de amargos a muito já esquecidos.

"Por desespero: me vazo. Rompo com qualquer sorriso e desestabilizo até o mais fixo andar. 
Invado, estrago, maltrato.."

Choro.
Morro.


"Volto"...